Pesquisa não-objeto e arte cinética.
Meu grupo ficou responsável por analisar a obra de Hélio Oiticica, já em relação ao artista cinético ficamos encarregados de pesquisar sobre Jean Tinguely. Segundo as conclusões chegadas pelo grupo:
Hélio Oiticica rompeu com a ideia de arte apenas na parede ao criar os Relevos Espaciais, que ficam suspensos e mudam de acordo com o ângulo em que são observados. Essas obras pedem que o espectador se movimente ao redor delas, transformando o corpo em parte essencial da experiência. Em seguida, com os Núcleos, esse convite ao corpo se intensifica: placas suspensas criam um espaço penetrável, em que o público precisa entrar, atravessar e se deixar cercar pelas cores. Nessa imersão, a cor deixa de ser apenas pintura e se torna experiência viva, fazendo com que o espaço da exposição e o espaço da obra se confundam.
Essas criações se ligam diretamente à ideia de Não-Objeto, formulada por Ferreira Gullar. Diferente dos Metaesquemas, que ainda eram voltados para uma observação fixa, os Relevos e os Núcleos não se isolam em molduras nem em significados. Pelo contrário, só se completam com a participação ativa do público, tornando a percepção algo que varia conforme o olhar, o corpo e até as condições físicas de cada pessoa.
Assim, a arte de Oiticica não tem a intenção de representar algo ou oferecer uma utilidade. O objetivo é proporcionar vivências sensoriais e corporais, onde o espectador deixa de ser mero observador e passa a ser participante. Com isso, Oiticica dá forma concreta ao Não-Objeto, transformando a estética em experiência imersiva, corporal e até existencial
A respeito da arte cinética:
Jean Tinguely, artista suíço conhecido por suas esculturas que se movem (as chamadas máquinas ou esculturas cinéticas), também desafiava a ideia tradicional da arte como algo fixo e decorativo. Suas obras tinham movimento, faziam barulho e, em alguns casos, até se autodestruíam. Assim como Gullar, Tinguely propõe que a arte não seja um "objeto pronto", mas sim uma experiência em constante mudança. As máquinas de Tinguely não servem para nada prático são criadas apenas para provocar sentimentos, surpresa e reflexão no espectador. Isso está muito próximo da ideia de "não-objeto", que também não tem função prática, mas sim uma função sensível e perceptiva. Nas duas propostas, o espectador tem um papel ativo. A obra só se completa quando alguém a observa ou interage com ela.
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